Juliana Gonçalves Teixeira

Kátia Cristina Broccolo

 

A TECNOLOGIA SUA INFLUÊNCIA NO GERENCIAMENTO

 

Instituto Paulista de Ensino e Pesquisa – IPEP

Juliana Gonçalves Teixeira

Kátia Cristina Broccolo

 

A TECNOLOGIA SUA INFLUÊNCIA NO GERENCIAMENTO

Gerenciamento da Tecnologia da Informação

 

Monografia apresentada como exigência parcial conclusão do primeiro módulo do curso de Pós Graduação em Finanças, pelo Instituto Paulista – IPEP, sob a  orientação da Prof. Jose´ Donizete Valentina.

Campinas / S.P.

Setembro / 2001.

 

SUMÁRIO

RESUMO

I – SISTEMA DE INFORMAÇÃO

1. A Interação da T.I. nas Organizações

2. Elementos de um Sistema de Informação

4. Banco de Dados

4.1 Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados

4.2 Banco de Dados e Sistema de Informação Contábil

II – PLANEJAMENTO E CONTROLE DAS INFORMAÇÕES, CICLO ADMINISTRATIVO E EMPRESARIAL

III – SISTEMAS OPERACIONAIS, SISTEMAS DE GESTÃO E SISTEMAS DE SUPORTE À DECISÃO

1. Sistemas de Informações Operacionais

2. Sistemas de Apoio à Gestão

3. Integração Entre Sistemas de Apoio às operações e sistemas de apoio à gestão

4. Sistemas de Informação de Apoio à Decisão

5. Integração e Navegabilidade de Dados

IV – A T.I. E A INFORMÁTICA

1. Qualidade que dá trabalho

2. A Sociedade da Informação

3. Tudo o que eu preciso saber está na Internet

3.1 As empresas são feitas para durar ou terão prazo de validade

3.2 Qual a influência da Internet nisso tudo

3.3 O que valerá mais no século XXI

3.4 Quais serão as grandes empresas desse novo tempo

4. Encolheram o Orçamento para T.I.

V – BIBLIOGRAFIA

 

 

RESUMO

 

Podemos considerar que a tecnologia da Informação tem possibilitado um enorme avanço na estruturação dos sistemas de Informação Contábeis à disposição das empresas. Para que os profissionais consigam um desempenho máximo dos sistemas de contabilidade.

O instrumento fundamental do gerenciamento é a Tecnologia da Informação, onde deve fazer parte de uma estrutura em nível estratégico das empresas, não deve limitar-se a administrar os recursos internos, mas ultrapassando suas fronteiras e se integralizando com fornecedores, clientes que são fatos chave da sua competitividade.

É utilizada nos locais de trabalho, a tecnologia da informação abrange nos produtos de hardware e software que proliferam rapidamente, com a capacidade de coletar, armazenar, processar e acessar números e imagens, para o controle dos equipamentos e processos de trabalho, e para conectar pessoas e funções, tanto dentro quanto entre as organizações.

Na fábrica a Tecnologia da Informação engloba os instrumentos de manufatura, movimentação de materiais, desenho, planejamento e controle e gestão. Suas implementações vão desde as linha de automação ou outras tecnologias isoladas, até os sistemas integrados de manufatura, que interligar as atividades de desenho, manufatura, movimentação de materiais e planejamento e controle.

A Tecnologia da Informação de escritório inclui o processamento de textos, arquivamento automático, sistemas de processamento de transações, conferência eletrônica, correio e quadro eletrônicos, vídeo-teleconferência, programa de pesquisa em banco de dados, planilhas eletrônicas, sistemas de suporte para decisões e sistemas especialistas.

Assim como a máquina a vapor marcou o início da revolução industrial na Inglaterra, a informática revoluciona os meios de informação e comunicação, apesar de muitas críticas e resistências por parte daqueles que optam pelo conservadorismo. Alguém que condena a informática não pensaria nunca em criticar a impressão e menos ainda a escrita. Porém, temos que admitir que a transmissão de informações é a primeira função da comunicação e a informática beneficia esse processo.

Com a implantação da informática a Tecnologia da Informação redefiniu as organizações com a mudança no ritmo, nas modalidades e nas técnicas de transmissão e tratamento das mensagens.

A informática, beneficia o processo de gerenciamento das organizações por facilitar o acesso aos dados e informações e diminuir os volumes de documentos a serem analisados até que se chegue a uma tomada de decisão, bem como facilita a organização desses dados.

I - SISTEMA DE INFORMAÇÃO

Como recursos, podemos definir sistemas de informação como um conjunto de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros agregados segundo uma seqüência lógica para o processamento dos dados e tradução em informações, para, com seu produto, permitir às organizações o cumprimento de seus objetivos principais.

É também uma combinação de pessoas, facilidades, tecnologias, mídias, procedimentos e controle, com os quais se pretendem manter canais de comunicação relevantes, processar transações rotineiras, chamar a atenção dos gerentes e outras pessoas para eventos internos e externos significativos e assegurar bases para a tomada de decisões inteligentes.

1. INTERAÇÃO DA TECNOLOGIA INFORMAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES

A estruturação da informação e os sistemas de informações são tão importantes que a Tecnologia da Informação é fator importante na competitividade da companhia, já que, além de sua utilização como elemento-chave na administração dos recursos, a política de Tecnologia da Informação equipara-se, em nível estratégico, com o papel da definição dos negócios e da própria organização.

Podemos afirmar que o gerenciamento da Tecnologia da Informação gira em torno de um triângulo estratégico composto por: estratégia de negócios, estratégia da organização e estratégia de Tecnologia da Informação, sendo que cada uma das estratégicas influi nas demais, de forma inter-relacionada. Assim, a estratégia adotada de Tecnologia da Informação deverá influenciar a estratégia a ser adotada para definir a organização, bem como afetará a estratégia a ser adotada para os negócios da empresa. Como são componentes que se inter-relacionam, a estratégia de negócios poderá influenciar decisivamente na decisão da estratégia de Tecnologia da Informação e da organização. Identicamente, uma decisão de organização será fundamental para a implantação de estratégia de Tecnologia da Informação e de negócios.

2. ELEMENTOS DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO

Dentro da Teoria Geral dos Sistemas, o sistema de informação tem seus componentes de forma similar. Desta maneira, os elementos de um sistema de informação são:

- Objetivos totais do sistema;

- Ambiente do sistema;

- Recursos do sistema;

- Componentes do sistema;

- Administração do sistema;

- Saídas do sistema.

3. SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL

A ciência contábil produz-se naturalmente dentro de um sistema de informação. Poderá ser argüido que fazer um sistema de informação contábil com a ciência da contabilidade é um vício de linguagem, já que a própria contabilidade nasceu sob a arquitetura de sistema informacional.

Desta maneira, o sistema de informação contábil é o grande sistema de informação dentro da empresa.

4. BANCO DE DADOS

Um dos conceitos mais importantes para a análise de sistemas de informações e, conseqüentemente, de um sistema de informação contábil, é o entendimento de conceito de banco de dados.

O conceito de banco de dados implica no armazenamento de informações de forma estruturada para acesso variado. Nesse sentido, quando, por exemplo, da informação do lançamento e das contas contábeis dentro de um sistema de contabilidade, será necessário ter em mente que as informações contábeis deverão ser armazenadas no sistema de informação contábil sob a forma de banco de dados. Assim, tanto os registros referentes aos lançamentos bem como os demais dados inerentes a cada fato contabilizado devem ser armazenados sob esta forma de arquivo informático.

4.1 SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE BANCO DE DADOS

Para o sistema construído sob a forma de banco de dados existem softwares de gerenciamento de banco de dados.

Um sistema gerenciador de banco de dados deve objetivar:

  • como proteger os dados que são compartilhados;

  • como estruturar dados, facilmente, necessários ao atendimento de situações diversas;

  • Como minimizar os impactos negativos (prazos excessivos, erros) nas mudanças dos sistemas aplicativos;

  • Como evitar erros e falhas em bases de dados;

  • Como atender a essas questões com qualidade e segurança operacional.

O banco de dados deve objetivar:

  • Integridade dos dados;

  • Rapidez e flexibilidade no acesso de informações;

  • Independência entre dados e programas;

  • Sigilo e segurança de dados;

  • Padronização de dados.

 

4.2 BANCO DE DADOS E SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL

Tendo em vista o conceito de banco de dados e o grande avanço da tecnologia da informação, podemos, hoje, imaginar três possibilidades básicas de um banco de dados para o sistema de informação contábil:

  • um banco de dados específico para o sistema de informação contábil, em que os dados advindos de outros sistemas interfaceados sejam recolocados no sistema de contabilidade;

  • um banco de dados específico de informações contábeis não encontradas em outros sistemas operacionais, sendo que as informações necessárias aos subsistemas contábeis, constantes de outros sistemas de informações, sejam capturadas somente no momento de sua utilização;

  • a contabilidade sem banco de dados específicos, só utilizando o banco de dados geral da empresa.

Sabemos que as duas últimas possibilidades são de difícil execução, e normalmente, o sistema de informação contábil tende a Ter um banco de dados específicos, mesmo que parte seja retratada de outros sistemas de informação.

O principal motivo disso é a questão da atribuição de valor aos eventos econômicos (fatos contábeis). Dentro da contabilidade legal e fiscal, todos os fatos que alteram o patrimônio da entidade devem ser mensurados em moeda corrente do país e assim acumulados e armazenados. Nesse sentido, pode ser complexa a utilização de banco de dados gerais que contenham dentro de si todos os atributos necessários para a informação contábil.

II - PLANEJAMENTO E CONTROLE DAS INFORMAÇÕES, CICLO ADMINISTRATIVO E NÍVEL EMPRESARIAL

O sistema de informação gerencial exige um planejamento para a produção dos relatórios, para atender plenamente os usuários. É necessário saber o conhecimento contábil de todos os usuários. Dessa forma, será possível efetuar o controle posterior. Só poder ser controlado aquilo que é aceito e atendido. Além disso, se o sistema de informações gerenciais não for atualizado periodicamente, pode ficar numa situação de descrédito perante a seus usuários.

O sistema de informação deve produzir informações que possam atender aos seguintes aspectos:

I – Níveis empresariais:

  • Estratégico;

  • Tático;

  • Operacional.

II – Ciclo administrativo:

  • Planejamento;

  • Execução;

  • Controle.

III – Nível de estruturação da informação:

  • Estruturada;

  • Semi-estruturada;

  • Não estruturada.

O sistema de informação contábil tende a atender em primazia aspectos operacionais e táticos, primordialmente com informações estruturadas e algumas informações semi-estruturadas.

III - SISTEMAS OPERACIONAIS, SISTEMAS DE GESTÃO E SISTEMAS DE SUPORTE À DECISÃO.

Os sistemas de informação classificam-se em: sistemas de informação de apoio às operações e sistemas de informação de apoio à gestão.

1. SISTEMAS DE INFORMAÇÕES OPERACIONAIS

Os sistemas de informações de apoio às operações nascem da necessidade de planejamento e controle das diversas áreas operacionais da empresa. Esses sistemas de informações estão ligados ao sistema físico-operacional e surgem da necessidade de desenvolver as operações fundamentais da empresa. Podemos dizer até que esses sistemas são criados automaticamente pelas necessidades de administração operacional. Como exemplo, podemos citar os sistemas de informações e controle de estoque, de banco de dados de estrutura de produtos, de processo de produção, de planejamento e controle da produção, de compras, de controle patrimonial, de controle de recursos humanos, de carteira de pedidos, de planejamento de vendas, de acompanhamento de negócios, etc.

Os sistemas de apoio às operações têm como objetivo auxiliar os departamentos e atividades e executarem suas funções operacionais (compras, estocagem, produção, vendas, faturamento, recebimentos, pagamentos, qualidade, manutenção, planejamento e controle de produção, etc.).

2. SISTEMAS DE APOIO À GESTÃO

Classificamos como sistemas de informações de apoio à gestão os sistemas ligados à vida econômico financeira da empresa e às necessidades de avaliação do desempenho dos administradores internos. Fundamentalmente, esses sistemas são utilizados pelas áreas administrativa e financeira da empresa, e pela alta administração da companhia, como o intuito de planejamento e controle financeiro e avaliação de desempenho dos negócios. São exemplos desses sistemas, o sistema de informação contábil, o sistema de custos, de orçamento, de planejamento de caixa, planejamento de resultados, centros de lucros, etc.

Os sistemas de apoio à gestão preocupam-se basicamente com as informações necessárias para a gestão econômico-financeira da empresa. O sistema de informação contábil é um sistema de apoio à gestão, juntamente com os demais sistemas de controladoria e finanças. Os sistemas de apoio à gestão têm como base o apoio informacional as informações de processo e quantitativas geradas pelos sistemas operacionais.

É importante salientarmos, contudo, que os dois grandes grupos de sistemas de informações devem agir em conjunto. Assim, podemos dizer, de forma bastante genérica, que os sistemas de apoio à gestão são a expressão econômico-financeira dos sistemas de apoio às operações.

3. INTEGRAÇÃO ENTRE SISTEMAS DE APOIO ÀS OPERAÇÕES E SISTEMAS DE APOIO À GESTÃO

Para que o sistema global de informações empresariais funcione adequadamente, a um custo aceitável, é necessária a perfeita integração desses dois grandes grupos de sistemas. Desse modo, a mensuração econômica dos eventos gerados e controlados pelos sistemas de apoio às operações deve ser feita a partir deles mesmos. Exemplificando, o método de mensuração de um sistema de custos deve estar totalmente fundamentado nos dois sistemas de estrutura do produto e do processo de fabricação. Isso significa uma perfeita interação entre os sistemas operacionais e os sistemas de apoio à gestão.

4. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO DE APOIO À DECISÃO

Como refinamento dos sistemas de apoio à gestão, existem sistemas específicos desenhados para um auxílio direto à questão das decisões gerenciais. São denominados normalmente de DSS – Sistemas de Suporte à Decisão e EIS – Sistemas de Informações Executivas (Decision Suport Systems e Executive Information Systems). Eles se utilizam da base de dados dos sistemas operacionais e dos sistemas de apoio à gestão e têm como foco flexibilizar informações não estruturadas para tomada de decisão.

Podemos definir sistemas de suporte à decisão como sistemas em extensão dos modelos de contabilidade regencial para manuseio de problemas de planejamento semi-estruturados e estratégicos, tais como: adicionar ou abandonar linhas de produtos, decisões de fazer ou comprar, decisões de alugar ou comprar, decisões de canais de distribuição, etc.

5. INTEGRAÇÃO E NAVEGABILIDADE DE DADOS

Consideramos um sistema de informação contábil como integrado quando todas as áreas necessárias para o gerenciamento da informação estejam abrangidas por um único sistema de informação. Todos devem utilizar-se de um mesmo e único sistema de informação.

O que caracteriza um sistema de informação integrado é a navegabilidade dos dados. A partir do momento

Juliana Gonçalves Teixeira

Kátia Cristina Broccolo

 

A TECNOLOGIA SUA INFLUÊNCIA NO GERENCIAMENTO

 

Instituto Paulista de Ensino e Pesquisa – IPEP

Juliana Gonçalves Teixeira

Kátia Cristina Broccolo

 

A TECNOLOGIA SUA INFLUÊNCIA NO GERENCIAMENTO

Gerenciamento da Tecnologia da Informação

 

Monografia apresentada como exigência parcial conclusão do primeiro módulo do curso de Pós Graduação em Finanças, pelo Instituto Paulista – IPEP, sob a  orientação da Prof. Jose´ Donizete Valentina.

Campinas / S.P.

Setembro / 2001.

 

SUMÁRIO

RESUMO

I – SISTEMA DE INFORMAÇÃO

1. A Interação da T.I. nas Organizações

2. Elementos de um Sistema de Informação

4. Banco de Dados

4.1 Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados

4.2 Banco de Dados e Sistema de Informação Contábil

II – PLANEJAMENTO E CONTROLE DAS INFORMAÇÕES, CICLO ADMINISTRATIVO E EMPRESARIAL

III – SISTEMAS OPERACIONAIS, SISTEMAS DE GESTÃO E SISTEMAS DE SUPORTE À DECISÃO

1. Sistemas de Informações Operacionais

2. Sistemas de Apoio à Gestão

3. Integração Entre Sistemas de Apoio às operações e sistemas de apoio à gestão

4. Sistemas de Informação de Apoio à Decisão

5. Integração e Navegabilidade de Dados

IV – A T.I. E A INFORMÁTICA

1. Qualidade que dá trabalho

2. A Sociedade da Informação

3. Tudo o que eu preciso saber está na Internet

3.1 As empresas são feitas para durar ou terão prazo de validade

3.2 Qual a influência da Internet nisso tudo

3.3 O que valerá mais no século XXI

3.4 Quais serão as grandes empresas desse novo tempo

4. Encolheram o Orçamento para T.I.

V – BIBLIOGRAFIA

 

 

RESUMO

 

Podemos considerar que a tecnologia da Informação tem possibilitado um enorme avanço na estruturação dos sistemas de Informação Contábeis à disposição das empresas. Para que os profissionais consigam um desempenho máximo dos sistemas de contabilidade.

O instrumento fundamental do gerenciamento é a Tecnologia da Informação, onde deve fazer parte de uma estrutura em nível estratégico das empresas, não deve limitar-se a administrar os recursos internos, mas ultrapassando suas fronteiras e se integralizando com fornecedores, clientes que são fatos chave da sua competitividade.

É utilizada nos locais de trabalho, a tecnologia da informação abrange nos produtos de hardware e software que proliferam rapidamente, com a capacidade de coletar, armazenar, processar e acessar números e imagens, para o controle dos equipamentos e processos de trabalho, e para conectar pessoas e funções, tanto dentro quanto entre as organizações.

Na fábrica a Tecnologia da Informação engloba os instrumentos de manufatura, movimentação de materiais, desenho, planejamento e controle e gestão. Suas implementações vão desde as linha de automação ou outras tecnologias isoladas, até os sistemas integrados de manufatura, que interligar as atividades de desenho, manufatura, movimentação de materiais e planejamento e controle.

A Tecnologia da Informação de escritório inclui o processamento de textos, arquivamento automático, sistemas de processamento de transações, conferência eletrônica, correio e quadro eletrônicos, vídeo-teleconferência, programa de pesquisa em banco de dados, planilhas eletrônicas, sistemas de suporte para decisões e sistemas especialistas.

Assim como a máquina a vapor marcou o início da revolução industrial na Inglaterra, a informática revoluciona os meios de informação e comunicação, apesar de muitas críticas e resistências por parte daqueles que optam pelo conservadorismo. Alguém que condena a informática não pensaria nunca em criticar a impressão e menos ainda a escrita. Porém, temos que admitir que a transmissão de informações é a primeira função da comunicação e a informática beneficia esse processo.

Com a implantação da informática a Tecnologia da Informação redefiniu as organizações com a mudança no ritmo, nas modalidades e nas técnicas de transmissão e tratamento das mensagens.

A informática, beneficia o processo de gerenciamento das organizações por facilitar o acesso aos dados e informações e diminuir os volumes de documentos a serem analisados até que se chegue a uma tomada de decisão, bem como facilita a organização desses dados.

I - SISTEMA DE INFORMAÇÃO

Como recursos, podemos definir sistemas de informação como um conjunto de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros agregados segundo uma seqüência lógica para o processamento dos dados e tradução em informações, para, com seu produto, permitir às organizações o cumprimento de seus objetivos principais.

É também uma combinação de pessoas, facilidades, tecnologias, mídias, procedimentos e controle, com os quais se pretendem manter canais de comunicação relevantes, processar transações rotineiras, chamar a atenção dos gerentes e outras pessoas para eventos internos e externos significativos e assegurar bases para a tomada de decisões inteligentes.

1. INTERAÇÃO DA TECNOLOGIA INFORMAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES

A estruturação da informação e os sistemas de informações são tão importantes que a Tecnologia da Informação é fator importante na competitividade da companhia, já que, além de sua utilização como elemento-chave na administração dos recursos, a política de Tecnologia da Informação equipara-se, em nível estratégico, com o papel da definição dos negócios e da própria organização.

Podemos afirmar que o gerenciamento da Tecnologia da Informação gira em torno de um triângulo estratégico composto por: estratégia de negócios, estratégia da organização e estratégia de Tecnologia da Informação, sendo que cada uma das estratégicas influi nas demais, de forma inter-relacionada. Assim, a estratégia adotada de Tecnologia da Informação deverá influenciar a estratégia a ser adotada para definir a organização, bem como afetará a estratégia a ser adotada para os negócios da empresa. Como são componentes que se inter-relacionam, a estratégia de negócios poderá influenciar decisivamente na decisão da estratégia de Tecnologia da Informação e da organização. Identicamente, uma decisão de organização será fundamental para a implantação de estratégia de Tecnologia da Informação e de negócios.

2. ELEMENTOS DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO

Dentro da Teoria Geral dos Sistemas, o sistema de informação tem seus componentes de forma similar. Desta maneira, os elementos de um sistema de informação são:

- Objetivos totais do sistema;

- Ambiente do sistema;

- Recursos do sistema;

- Componentes do sistema;

- Administração do sistema;

- Saídas do sistema.

3. SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL

A ciência contábil produz-se naturalmente dentro de um sistema de informação. Poderá ser argüido que fazer um sistema de informação contábil com a ciência da contabilidade é um vício de linguagem, já que a própria contabilidade nasceu sob a arquitetura de sistema informacional.

Desta maneira, o sistema de informação contábil é o grande sistema de informação dentro da empresa.

4. BANCO DE DADOS

Um dos conceitos mais importantes para a análise de sistemas de informações e, conseqüentemente, de um sistema de informação contábil, é o entendimento de conceito de banco de dados.

O conceito de banco de dados implica no armazenamento de informações de forma estruturada para acesso variado. Nesse sentido, quando, por exemplo, da informação do lançamento e das contas contábeis dentro de um sistema de contabilidade, será necessário ter em mente que as informações contábeis deverão ser armazenadas no sistema de informação contábil sob a forma de banco de dados. Assim, tanto os registros referentes aos lançamentos bem como os demais dados inerentes a cada fato contabilizado devem ser armazenados sob esta forma de arquivo informático.

4.1 SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE BANCO DE DADOS

Para o sistema construído sob a forma de banco de dados existem softwares de gerenciamento de banco de dados.

Um sistema gerenciador de banco de dados deve objetivar:

  • como proteger os dados que são compartilhados;

  • como estruturar dados, facilmente, necessários ao atendimento de situações diversas;

  • Como minimizar os impactos negativos (prazos excessivos, erros) nas mudanças dos sistemas aplicativos;

  • Como evitar erros e falhas em bases de dados;

  • Como atender a essas questões com qualidade e segurança operacional.

O banco de dados deve objetivar:

  • Integridade dos dados;

  • Rapidez e flexibilidade no acesso de informações;

  • Independência entre dados e programas;

  • Sigilo e segurança de dados;

  • Padronização de dados.

 

4.2 BANCO DE DADOS E SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL

Tendo em vista o conceito de banco de dados e o grande avanço da tecnologia da informação, podemos, hoje, imaginar três possibilidades básicas de um banco de dados para o sistema de informação contábil:

  • um banco de dados específico para o sistema de informação contábil, em que os dados advindos de outros sistemas interfaceados sejam recolocados no sistema de contabilidade;

  • um banco de dados específico de informações contábeis não encontradas em outros sistemas operacionais, sendo que as informações necessárias aos subsistemas contábeis, constantes de outros sistemas de informações, sejam capturadas somente no momento de sua utilização;

  • a contabilidade sem banco de dados específicos, só utilizando o banco de dados geral da empresa.

Sabemos que as duas últimas possibilidades são de difícil execução, e normalmente, o sistema de informação contábil tende a Ter um banco de dados específicos, mesmo que parte seja retratada de outros sistemas de informação.

O principal motivo disso é a questão da atribuição de valor aos eventos econômicos (fatos contábeis). Dentro da contabilidade legal e fiscal, todos os fatos que alteram o patrimônio da entidade devem ser mensurados em moeda corrente do país e assim acumulados e armazenados. Nesse sentido, pode ser complexa a utilização de banco de dados gerais que contenham dentro de si todos os atributos necessários para a informação contábil.

II - PLANEJAMENTO E CONTROLE DAS INFORMAÇÕES, CICLO ADMINISTRATIVO E NÍVEL EMPRESARIAL

O sistema de informação gerencial exige um planejamento para a produção dos relatórios, para atender plenamente os usuários. É necessário saber o conhecimento contábil de todos os usuários. Dessa forma, será possível efetuar o controle posterior. Só poder ser controlado aquilo que é aceito e atendido. Além disso, se o sistema de informações gerenciais não for atualizado periodicamente, pode ficar numa situação de descrédito perante a seus usuários.

O sistema de informação deve produzir informações que possam atender aos seguintes aspectos:

I – Níveis empresariais:

  • Estratégico;

  • Tático;

  • Operacional.

II – Ciclo administrativo:

  • Planejamento;

  • Execução;

  • Controle.

III – Nível de estruturação da informação:

  • Estruturada;

  • Semi-estruturada;

  • Não estruturada.

O sistema de informação contábil tende a atender em primazia aspectos operacionais e táticos, primordialmente com informações estruturadas e algumas informações semi-estruturadas.

III - SISTEMAS OPERACIONAIS, SISTEMAS DE GESTÃO E SISTEMAS DE SUPORTE À DECISÃO.

Os sistemas de informação classificam-se em: sistemas de informação de apoio às operações e sistemas de informação de apoio à gestão.

1. SISTEMAS DE INFORMAÇÕES OPERACIONAIS

Os sistemas de informações de apoio às operações nascem da necessidade de planejamento e controle das diversas áreas operacionais da empresa. Esses sistemas de informações estão ligados ao sistema físico-operacional e surgem da necessidade de desenvolver as operações fundamentais da empresa. Podemos dizer até que esses sistemas são criados automaticamente pelas necessidades de administração operacional. Como exemplo, podemos citar os sistemas de informações e controle de estoque, de banco de dados de estrutura de produtos, de processo de produção, de planejamento e controle da produção, de compras, de controle patrimonial, de controle de recursos humanos, de carteira de pedidos, de planejamento de vendas, de acompanhamento de negócios, etc.

Os sistemas de apoio às operações têm como objetivo auxiliar os departamentos e atividades e executarem suas funções operacionais (compras, estocagem, produção, vendas, faturamento, recebimentos, pagamentos, qualidade, manutenção, planejamento e controle de produção, etc.).

2. SISTEMAS DE APOIO À GESTÃO

Classificamos como sistemas de informações de apoio à gestão os sistemas ligados à vida econômico financeira da empresa e às necessidades de avaliação do desempenho dos administradores internos. Fundamentalmente, esses sistemas são utilizados pelas áreas administrativa e financeira da empresa, e pela alta administração da companhia, como o intuito de planejamento e controle financeiro e avaliação de desempenho dos negócios. São exemplos desses sistemas, o sistema de informação contábil, o sistema de custos, de orçamento, de planejamento de caixa, planejamento de resultados, centros de lucros, etc.

Os sistemas de apoio à gestão preocupam-se basicamente com as informações necessárias para a gestão econômico-financeira da empresa. O sistema de informação contábil é um sistema de apoio à gestão, juntamente com os demais sistemas de controladoria e finanças. Os sistemas de apoio à gestão têm como base o apoio informacional as informações de processo e quantitativas geradas pelos sistemas operacionais.

É importante salientarmos, contudo, que os dois grandes grupos de sistemas de informações devem agir em conjunto. Assim, podemos dizer, de forma bastante genérica, que os sistemas de apoio à gestão são a expressão econômico-financeira dos sistemas de apoio às operações.

3. INTEGRAÇÃO ENTRE SISTEMAS DE APOIO ÀS OPERAÇÕES E SISTEMAS DE APOIO À GESTÃO

Para que o sistema global de informações empresariais funcione adequadamente, a um custo aceitável, é necessária a perfeita integração desses dois grandes grupos de sistemas. Desse modo, a mensuração econômica dos eventos gerados e controlados pelos sistemas de apoio às operações deve ser feita a partir deles mesmos. Exemplificando, o método de mensuração de um sistema de custos deve estar totalmente fundamentado nos dois sistemas de estrutura do produto e do processo de fabricação. Isso significa uma perfeita interação entre os sistemas operacionais e os sistemas de apoio à gestão.

4. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO DE APOIO À DECISÃO

Como refinamento dos sistemas de apoio à gestão, existem sistemas específicos desenhados para um auxílio direto à questão das decisões gerenciais. São denominados normalmente de DSS – Sistemas de Suporte à Decisão e EIS – Sistemas de Informações Executivas (Decision Suport Systems e Executive Information Systems). Eles se utilizam da base de dados dos sistemas operacionais e dos sistemas de apoio à gestão e têm como foco flexibilizar informações não estruturadas para tomada de decisão.

Podemos definir sistemas de suporte à decisão como sistemas em extensão dos modelos de contabilidade regencial para manuseio de problemas de planejamento semi-estruturados e estratégicos, tais como: adicionar ou abandonar linhas de produtos, decisões de fazer ou comprar, decisões de alugar ou comprar, decisões de canais de distribuição, etc.

5. INTEGRAÇÃO E NAVEGABILIDADE DE DADOS

Consideramos um sistema de informação contábil como integrado quando todas as áreas necessárias para o gerenciamento da informação estejam abrangidas por um único sistema de informação. Todos devem utilizar-se de um mesmo e único sistema de informação.

O que caracteriza um sistema de informação integrado é a navegabilidade dos dados. A partir do momento em que um dado é coletado e processado (e ele só pode ser coletado pelo sistema se for um dado operacional), ele deve ser utilizado em todos os seguimentos do sistema de informação.

Sua utilização e o eventual tratamento diferenciado em um ou outro sistema pode acontecer, mas o dado ou a informação básica deve ser a mesma em todos os subsistemas de um sistema considerado integrado, e para todos os usuários da informação.

Podemos exemplificar com a coleta, modelação, processamento e armazenamento dos dados sobre uma venda. Todos os dados úteis da nota fiscal de venda devem estar disponíveis nos subsistemas. Adicionalmente, neste exemplo, deverão estar adequadamente caracterizados os conceitos de valor de venda. Em algum momento deverá haver um processamento que determinará, por exemplo, qual o valor líquido da venda realizada. Assim, além dos dados constantes da nota fiscal, como os impostos de IPI, ICSM, ISS, etc., deverá ainda ser efetuado um cálculo para excluir outros impostos não explícitos no documento fiscal, como PIS e COFINS sobre a venda. Também a receita líquida de venda não deve incorporar resultados financeiros, caso haja, nas vendas a prazo.

Num sistema de informação integrado, só deve existir uma conceituação de valor para uma informação. Assim definido o tratamento conceitual de determinada informação, essa será a única forma em que deverá ser entendida em todos os segmentos do sistema de informação.

Diante disso, o dado ou informação navegam por todos os seguimentos do sistema(os subsistemas) de informação. Originários de uma coleta e de um processamento em determinado subsistema, a informação ou o dado navegarão para todos os subsistemas, de forma como originariamente registrado, pelos diversos meios da base tecnológica do sistema integrado. Não deve haver necessidade de reclassificação ou reprocessamento em outros sistemas, assim como de reintrodução do dado em algum sistema particular de um outro setor ou departamento da empresa. A informação deverá ser sempre fornecida pelo mesmo e único sistema de informação.

Em outras palavras, todos os usuários do sistema de informação integrado receberão a mesma informação e "falarão a mesma língua".

IV - TECNOLOGIA INFORMAÇÃO E A INFORMÁTICA.

Grandes fornecedores de tecnologia querem substituir seus aplicativos por serviços Web, prometendo rápida instalação, integração simplificada e os benefícios da reutilização.

Imagine um mundo sem aplicativos, sem softwares permanentemente carregados nos computadores.

Em vez disso, a funcionalidade do aplicativo seria fornecida na forma de serviços prestados pela internet.

Os computadores acessariam os serviços de que precisassem para completar a tarefa solicitada.

Para transferir fundos e financiamentos entre empresa americana e uma brasileira, por exemplo, o computador trabalharia com um sistema conversão de moedas.

Esses serviços fluiriam pela Web como a eletricidade flui na rede elétrica.

Os defensores dessa grande migração dizem que o serviço mudarão a maneira pela qual se trabalha e radicalmente alterarão a função dos departamento de Tecnologia da Informação. Esses entusiastas prometem tempos de ciclo reduzidos e instalação mais rápida da nova funcionalidade comercial. A medida que crescem os e-market-places, a colaboração entre as companhias e o comércio eletrônico, a área de Tecnologia da Informação poderá ser capaz de usar serviços para instalar sistemas mais flexíveis, mais fáceis de usar e integrar.

Os serviços de software são partes discretas de código que residem na rede a realizam uma função especifica. Eles representam o ultimo estágio na evolução dos componentes do software, que começou com a programação orientada ao objeto, de nível baixo. Os objetos se desenvolveram em peças de software de maior matiz que aderiram a padrões como Enterprise Java Beans (EJB) , component Object Model (COM) ou Common Object Request Broker Architecture (Corba) .

Os serviços provem maiores níveis de abstração do que os componentes-padrão. E, como tais, são fáceis de usar e instalar. A chave para os serviços é que eles tenham interfaces-padrão publicadas. Os maiores fabricantes de sistema da industria – HP, Microsoft, Oracle e Sun Microsystems já começaram a trabalhar em sua interpretação particular dos serviços Web.

Na Microsoft, os serviços são parte central de sua iniciativa. Através dela, computadores, dispositivos e serviços deverão colaborar diretamente uns com os outros. A IBM chama sua iniciativa de serviços de Web Services.

Para os executivos da Tecnologia da Informação, a migração aos serviços de software, se de fato se concretizar, muda radicalmente a maneira que suas empresas deverão pensar o desenvolvimento, a instalação, o gerenciamento e a aquisição de software. Por fim os serviços de software podem mudar os negócios.

Podem, de fato, se tornar o próprio negócio. Hoje, entretanto, continua um conceito de tecnologia mas que , em algum momento, precisará descobrir um mercado.

Entretanto, a falta de modelos não desencorajou algumas empresas a dar uma olhada no fenômeno. A transportadora Bekins esta seguindo de perto a iniciativa Web Services da IBM.

A Bekins já tem um grupo de programas construídos, usando componentes Enterprise Javabeans, que formariam a base de qualquer serviço de software que ela instale.

A empresa esta apenas começando a explorar o que seria necessário para converter alguns dos componentes de auto-serviço que usa em seu Website em um serviço que uma consultoria terceirizada pudesse acessar programaticamente através de seus próprios aplicativos internos.

Isso suspeita problemas operacionais e técnicos. Por exemplo, a terceirizada teria de fazer alguma programação para usar o serviços de software da Bekins . Isso acarretaria reverter a engenharia do código já existente e mapear o aplicativo da transportadora para o fornecedor de serviços de software. A Bekins também precisaria anunciar seu serviço, e não está claro quanto suporte o seu pessoal de Tecnologia da Informação teria para prover os terceirizados.

Os desenvolvedores, de software independentes tem sido mais rápidos em testar o conceito de serviços do que os departamentos de Tecnologia da Informação. A Duzine LLC, por exemplo, está instalando a funcionalidade de um sistema para conversão e cambio de moedas como um serviço de rede. Os problemas que devem enfrentar representam a necessidade de excelentes candidatos para os serviços de software porque, embora a lógica para a conversão monetária seja muito simples, os dados exigidos para a conversão frentemente mudam. Obter a ultima taxa de conversão para usar como base pode ser um desafio. A Duzine combina a lógica da conversão de moeda com os preços em tempo real.

O cliente da entrada a quantidade e a moeda na qual deseja que seus fundos sejam convertidos. Um clique depois e o cliente verá o resultado. Os serviços podem ser usados por um aplicativo ou por um Website que queria cotar os valores de conversão de uma dada localização de cliente.

O modelo comercial da Duzine é simples. Ela cobra 99 dólares pelo arquivo Java e 49,95 dólares anualmente pelos dados de taxas de conversão.

A Menerva Technologies, por sua vez, prove uma plataforma de software que visa facilitar as negociações contratuais.

1. QUALIDADE QUE DÁ TRABALHO

Em busca do diferencial competitivo por meio das certificados de qualidade, empresas aumentam o trabalho de Tecnologia da Informação, exigindo a administração eletrônica de documentos e processos.

Nunca se falou tanto em garantia de qualidade de produtos e serviços como nos últimos meses. E, movidas pela busca de vantagens competitivas e com o intuito de agradar e fidelizar cada vez mais seus clientes, as empresas correm para manter seus processos de trabalho aprovados pelas regras de qualidade estabelecidas por organismos internacionais. O mais reconhecido dos certificados desse gênero no Brasil, o ISO-9000 é um bom exemplo da batelada de informações, normas e detalhes a serem levantados para que uma companhia possa, finalmente, ser laureada com o selo de qualidade. Para completar, os documentos passam por revisões periódicas, para que não fiquem desatualizados. Isso sem falar que alguns especialistas indicam que as normas – como a versão 2000 da certificação ISO-9001 – estão ficando cada vez menos flexíveis e mais sofisticadas, o que deve provocar ainda mais agitação nas empresas à procura de se organizar para o processo. Para isso, grande parte das corporações tem usado à exaustão seus departamentos de tecnologia da informação como garantia de tornar esse processo de qualidade mais ágil e seguro. Muitas empresas utilizam, por exemplo, uma forma de documentação que reside em sistemas GED (gerenciamento eletrônico de documentos).

Em foco:

  • Os processos de certificação estão cada vez menos flexíveis e mais sofisticados, o que significa mais trabalho a Tecnologia da Informação.

  • Para gerenciar as atualizações exigidas pelas certificadoras, grande parte das empresas usa sistemas GED.

  • Algumas empresas estão criando dentro do departamento de Tecnologia da Informação a função de analista de sistemas da qualidade.

Isso tudo gera uma espécie de dependência da área de Tecnologia Informação, principalmente em empresas que tenham todo o seu sistema de qualidade guardado eletronicamente, como é o caso da Atento, braço de serviços da Telefônica Internacional, em que o sistema de qualidade transita por uma intranet.

Essa interdependência deve, no entanto, aumentar o trabalho e as exigências das áreas de Tecnologia da Informação. Um profissional de uma empresa certificada conta, por exemplo, que o departamento de qualidade da matriz chegou a intervir no projeto de implementação do banco de dados Oracle 6.0 na filial brasileira, porque a versão da solução implementada aqui era mais atual do que a de lá, e, portanto, ainda não tinha passado pelo crivo analítico do setor de qualidade.

Exagero burocrático ? O jovem funcionário diz que não. Para ele, a atitude expressa apenas que a certificação da qualidade é coisa séria e que o padrão determinado para normatizar esse critério não pode ser ameaçado, sob pena de gerar uma cadeia de falhas nos processos em efeito dominó, cujo custo pode ser bastante alto para os bolsos da empresa. A área de Tecnologia da Informação indica, coloca em prática a melhor forma de armazenar essas informações e o meio mais fácil de torná-las disponíveis para as diversas competências da empresa. Cabe aos departamentos de tecnologia ainda encontrar a maneira mais adequada de gerenciar esses processos ou criar ferramentas para adaptar os sistemas da empresa a uma nova realidade trazida pela certificação de qualidade, para não falar de inúmeras outras possibilidades. Cada vez mais automatizado, o segmento corporativo já não discute a influência da tecnologia da informação em praticamente todas as áreas de uma empresa e o setor de qualidade talvez seja a que mais prescinda dela, exatamente pelo nível de detalhamento e necessidade de organização. Indo mais longe, pode-se dizer que existe, mais do que uma relação, uma simbiose muito grande entre as duas áreas. E isso independe do porte da empresa. Para o gerente, a as companhias têm procurado lançar mão de ferramentas que tornem esse processo mais ágil e facilitem, após a implementação do projeto de qualidade, o desenvolvimento da nova cultura dentro da empresa.

Em julho do ano passado a empresa passou a contar com o Certificado ISO-9002 para garantir a qualidade de seu produto – a auto-estrada que interliga os trechos rodoviários São Carlos - São José do Rio Preto, Matão - Bebedouro, Sertãozinho-Borborema, na região norte do estado de São Paulo. Foram 12 meses de preparação da empresa para se adequar às normas ISO-9000, cujo escopo para certificação se foca nas atividades de arrecadação de pedágio, inspeção de tráfego, serviços de guincho leve e pesado, serviços mecânicos, resgate médico, conservação da rodovia e atendimento ao cliente.

Conta o gerente que, na metade do período de preparação, quando começaram a se assustar com o volume de informações, percebeu-se que seria necessário utilizar um sistema para gerenciar essas informações que, pela importância, essa solução deveria contar com um profissional integralmente dedicado a ele. O primeiro, o DMS (data management system), é voltado para o controle da documentação eletrônica, e se encarrega de manter todas as versões de um documento, com todas as alterações, centralizadas num único lugar. Por medidas de segurança, documentos como manual, procedimentos e instruções de trabalho só estão disponíveis para consulta, vetadas impressões e reproduções e para gerenciar esse processo foi criada uma nova função, dentro da área de Tecnologia da Informação.

O outro módulo a ser ativado em virtude do projeto de qualidade foi o QM (Quality Management). Para manter o padrão de qualidade pelo qual a empresa se certificou.

2. A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

De onde viemos já sabemos – mas para onde vamos mesmo ???

Não há como esgotar um assunto tão vasto e tão cheio de minúcias como o que está sendo abordado aqui. É muito interessante notar que, embora as histórias do computador e da Internet sejam muito recentes e estejam bem documentadas, ainda que existem conflitos de interpretação de fatos. Será que exageramos a importância de alguns dos envolvidos e esquecemos de mencionar pessoas ou empresas que foram tão importantes quanto? Ou até mais? É possível. O poeta Fernando Pessoa escreveu, naquele estilo mais português impossível dele : "O universo não é idéia minha. A minha idéia do universo é que é idéia minha". Da mesma forma, este relato é apenas a idéia que os autores fazem do vasto universo dos computadores e da Internet.

Por isso, quando se entra no lado mais metafísico do assunto, aquele em que cada um tem a sua própria idéia e faz seu próprio julgamento, as certezas pessoais aumentam. As perguntas abaixo são muito ouvidas hoje, e as respostas espelham o ponto de vista e a experiência dos autores desta obra. Não são verdades universais, mas apenas tópicos para jogar mais lenha na fogueira virtual ...

Já ouvi dizer que e Internet foi o meio de comunicação que mais rapidamente se expandiu no mundo, mas também ouvi falar que muito pouca gente tem acesso a ela. Qual das duas informações é a correta ? As duas. A primeira delas provavelmente você viu na estatística abaixo, que volta e meia é reproduzida em jornais e revistas :

Quantos anos cada mídia levou para conquistar 50 milhões de usuários ??

- Telefone 70

- Rádio 38

- Televisão 13

- Internet 5

Acontece que esses dados só fazem sentido se forem acrescidos de outros, que colocam um pouco mais em perspectiva o que realmente aconteceu :

 

Sistema

Década do Lançamento comercial no mundo

Atingiu 50 milhões de usuários no ano ...

... quando a população mundial era de ...

...com um sistema para cada ...

Telefone

1900

1970

3,8 bilhões

76 pessoas

Rádio

1930

1968

3,7 bilhões

74 pessoas

Televisão

1950

1964

3,2 bilhões

64 pessoas

Internet

1990

1995

5,8 bilhões

116 pessoas

Portanto, a Internet se espalhou em menos tempo, mas ao atingir a marca dos 50 milhões de usuários estava bem menos presente nos lares do que qualquer um dos outros sistemas. É claro que hoje ainda há no mundo muito mais telefones e bem mais aparelhos de rádio e tevê do que internautas surfando. E são (a serão), por algum tempo ainda, muito mais baratos que um computador. Leve em conta também a possibilidade da convergência, ou seja, de, num futuro breve, utilizarmos um aparelho só, que será ao mesmo telefone, TV e micro. No começo do século 21, conta-se no mundo 7 bilhões de humanos e cerca de 600 milhões de internautas. Cerca de 50% da população mundial ainda não tem telefones, que já estão por aí há muito tempo.

Jamais, em qualquer circunstância, um tecnologia, mesmo o arado ou a foice, foi disponível para todos os humanos. Imaginar um mundo linear, inteiramente plano e pleno em suas necessidades é uma das mais insistentes utopias humanas. Jamais veremos toda uma humanidade conectada, letrada, com os mesmos padrões de comportamento e de conhecimento. Nem a palavra escrita, que já tem 5 mil anos, nem o livro, seu mais perfeito hardware, foram capazes desta proeza, independente de fatores como a distribuição de renda e os níveis de escolaridade, os internautas continuarão a ser parte do mundo, como os letrados. É nessas horas que o termo vanguarda e o conceito de inovação distinguem uns de outros, e uma parte do todo se destaca, mesmo não sendo maioria ou regra dominante.

3. TUDO O QUE EU PRECISO SABER ESTÁ NA INTERNET

Muitas vezes, a gente não se dá conta de que a herança cultural ocidental se espalhou por via oral. Muito mais do que escrever, os sumérios, e egípcios, gregos e romanos falavam. O melhor exemplo disso é a Bíblia : quatro autores relatam os mesmos fatos do Novo Testamento – e existem diferenças marcantes entre os relatos. A explicação é simples : os textos foram escritos quase um século depois que os fatos ocorreram e não havia nenhuma fonte escrita onde pesquisar. Tudo se baseou na tradição oral, que já havia sofrido todo tipo de influência após 100 anos.

O que a Internet possibilita é que a abertura da maior biblioteca do mundo, dentro de casa de cada pessoa. Muito da sabedoria – e do lixo – que a humanidade produziu está ali, na telinha, ao alcance de um simples enter. Acreditar piamente em tudo o que circula pela Internet é um engano tão grande quanto preferir ignorar a relevância do conhecimento que ela pode proporcionar. No fim, tudo se resuma ao que era há 2000 anos : ouvir com atenção, falar com convicção e, principalmente, saber tirar as próprias conclusões. A Internet não é um fim, mas apenas um meio, o mais completo colocado à disposição da humanidade até hoje, para que a raça humana continue a desenvolver o maior presente que a natureza lhe deu : saber pensar.

3.1 AS EMPRESAS SERÃO FEITAS PARA DURAR OU TERÃO PRAZO DE VALIDADE

A Revolução Digital mudou o mundo de cobrar impostos, de gerir negócios, de empregar recursos, de ensinar e de trabalhar. Criou profissões novas e aposentou outras, por absoluta obsolescência. Desordenou setores econômicos inteiros e redesenhou os arraigados parâmetros de produtividade das empresas. Ninguém, há menos 20 anos, imaginava que a sua empresa, forte e sólida, poderia ser vendida naquela mesma tarde.

Noções como autoridade, poder e subserviência vão sendo substituídas por autonomia, integração e auto desenvolvimento. Mas tem empresa que não é assim ? tem, de monte. Mas elas não controlarão o próprio destino. Há 4 mil anos, já havia povos vivendo na idade do bronze, enquanto outros seguiam satisfeitos com a pedra polida. Quem conquistou quem, nem é preciso consultar as enciclopédias para saber.

No ambiente moderno, os funcionários sabem os procedimentos e estratégias da empresa. Os temidos chefões dos anos 60 (aqueles que carimbavam confidencial em sua correspondência e administravam através da sonegação de informações) são hoje expostos ao ridículo. Eles ainda sobrevivem aqui e ali e defenderão até a morte seu direito medieval de gerencia. Mas os novos administradores, mesmo que venham a ser vítimas temporárias de sistemas arcaicos, t~em a obrigação de se preparar para o mundo que virá e não para o que está em extinção.

Portanto, as empresas podem – como sempre puderam – durar para sempre, desde que se renovem. O que mudou foi a velocidade da renovação.

3.2 QUAL A INFLUÊNCIA DA INTERNET NISSO TUDO

Toda. O fenômeno atual tem como base o uso intensivo e ilimitado da comunicação interativa entre pessoas e entre empresas. A internet vem produzindo riqueza, promovendo o crescimento econômico e gerando novos empregos. E enterrando velhos princípios aplicados à economia, como a curva de Philips e as teorias de Thomas Malthus. Melhor ainda, a Internet cria desenvolvimento acelerado com inflação baixa. Para nós brasileiros, acostumados que fomos a ter que escolher entre crescer com inflação ou conter a espiral inflacionária através da recessão, a nova onda soa como música aos nossos ouvidos.

Basta à gente voltar menos cinco ou seis anos no tempo. Quem se lembra, aí por 1995, de primeira discussão na empresa sobre abrir ou não um site na Internet ? E, quando a decisão era abrir, a tarefa era confiada à área de marketing, que desenhava o site como um minioutdoor numa telinha de micro. Não era para vender nem para interagir com clientes e fornecedores, mas apenas para informar. Ou, pior ainda, só para ter um site, já que o concorrente tinha um. Quem, estando naquela mesa de reuniões, imaginaria que menos de mil dias depois muitas empresas estariam usando a Internet como seu canal privilegiado de contato com o mundo externo.

As universidades já não têm mais como objetivo preparar empregados competentes, mas empreendedores articulados, que depois poderão decidir se vão usar os conhecimentos adquiridos a serviço de uma empresa ou para abrir o seu próprio negócio. Uma recente pesquisa feita com universitários paulistanos mostra que já chegamos ao ponto de inflexão dessa curva : mais de 60% deles gostariam de trabalhar por conta própria depois de formados, mas menos de 10% arriscarão essa alternativa num primeiro momento. Olhando pelo lado positivo, a pesquisa revela que a cabeça da moçada já está feita – e que agora é só uma questão de tempo.

3.3 O QUE VALERÁ MAIS NO SÉCULO XXI

Na era digital, a moeda forte de troca é a informação, acessível e universal. Independente da natureza da informação, a tecnologia necessária para transporta-la, edita-la ou armazena-la será a mesma e estará disponível em todo o mundo.

Com isso, haverá grandes bancos de dados interligados em redes nacionais e internacionais, associados a serviços seletivos e específicos. O usuário será um entre muitos milhões, mas ao mesmo tempo terá um tratamento único e personalizado, como nunca chegou a ter no supermercado em que, durante anos, fez suas compras todo fim de semana.

Essa situação está determinando o surgimento de um novo tipo de profissional, atualizado e com perfil de estrategista, que tem a capacidade de compreender, captar, analisar e interpretar a realidade de cada usuário. E, principalmente, de adaptar toda a tecnologia disponível a um atendimento rápido, eficiente e diferenciado. Quantos gabriéis por aí não se encantaram, no dia em que acessaram pela primeira vez um provedor, e na tela apareceu escrito: "Bom dia, Gabriel". E aí o Gabriel pensou: Impressionante, porque no posto onde eu abasteço o carro há anos os frentistas não sabem o meu nome. É essa primeira e inocente reação que, num breve futuro, vai se multiplicar à enésima potência: o Gabriel não irá mais ao posto: os postos, muitos,é que virão ao Gabriel.

A Sociedade da Informação colocará à disposição dos interessados um número fantástico de oportunidades individuais. Saber distingui-las e aproveita-las é (sempre foi) uma questão individual. E nada será feito sem riscos ou seqüelas. No Brasil, chegamos atrasados à Revolução Industrial. Temos, agora, a chance de embarcar a tempo na era digital.

3.4 QUAIS SERÃO AS GRANDES EMPRESAS DESSE NOVO TEMPO

Globalizadas e conglomeradas, as empresas de comunicação, informática e eletrônica é que ditarão a tônica dos novos tempos. E todas as outras – de qualquer setor – farão parte desse imenso quintal cibernético; caso contrário, se isolarão do mundo dos negócios.

Esse fenômeno de simbiose dos setores de comunicação, eletrônica e informática é algo que já surpreende, mas os limites da convergência dessa inter-conexão ainda não podem ser previstos. Uma das barreiras é (e será, durante algum tempo) o arcabouço legal e institucional de controle dessas empresas. As fronteiras físicas e os limites geográficos tenderão a desaparecer, e essa é uma idéia que certamente causa arrepios a muitos governos. Parece incrível, mas o que está acontecendo agora, longe do alcance das autoridades, é a montagem de um sistema muito maior que a Comunidade Européia, a Alça e o Mercosul juntos. De certa forma, um sistema pelo avesso, onde primeiro os usuários definem as próprias regras e depois os governos correm atrás para tentar enquadra-las dentro de suas políticas legais, tributárias e territoriais, até perceber que seus parâmetros de controle não se ajustam à nova realidade.

O desenvolvimento se dará como a história da lesma que, de dia, sobe quatro metros numa parede e, de noite, escorrega três. O avanço e o retrocesso caminharão juntos durante um bom tempo, mas a grande diferença é que a lesma digital é turbinada. Os conglomerados de informação tecnológica e as empresas conectadas a eles acabarão finalmente prevalecendo e se tornarão a força propulsora da economia do século 21.

4. ENCOLHERAM O ORÇAMENTO PARA T.I.

A desaceleração da economia está fazendo com que algumas empresas americanas examinem mais atentamente os projetos de tecnologia e justifiquem os gastos com Tecnologia da Informação.

Há anos, os orçamentos para tecnologia da informação vêm sempre aumentando, alimentados pelos projetos para prevenção contra o bug do milênio e impulsionados pelas iniciativas de comércio eletrônico.

O estudo apresenta entrevistas trimestrais com 300 executivos de Tecnologia da Informação e de negócios. ela primeira vez na história de quatro anos desse estudo, mais da metade dos respondentes disseram que seus orçamentos estão baixos ou declinando - quase o dobro do número de pessoas ( 28%) que forneceu a mesma resposta no estudo anterior, realizado há três meses. As preocupações quanto à incerteza da economia nos Estados Unidos resultaram em cancelamentos de projetos já definidos em orçamentos de Tecnologia da Informação para 15% dos respondentes; outros 7% estão considerando a redução desses orçamentos pela mesma razão.

Não é de surpreender que muitos executivos estejam analisando cautelosamente os projetos pendentes no setor de Tecnologia Informação e fazendo perguntas mais sérias quanto ao retorno de seus investimentos. Essas análises, associadas `a desaceleração da economia e ao questionamento da confiança do consumidor, podem explicar os novos cortes em orçamentos de Tecnologia da Informação

Mas o altamente divulgado programa da Delta, que pretendia oferecer micros e possibilitar o acesso à internet para seus 80 mil funcionários, por dez dólares por mês, pode ser barato.

Entre os cortes está um projeto que iria migrar os sistemas de solicitação e atendimento de pedidos, da National Steel, de um mainframe IBM para uma intranet cliente/ servidor executando aplicativos personalizados. A conversão deveria ser concluída neste ano, mas no momento a companhia não está nem mesmo pensando em retomar a iniciativa, pelo menos até o terceiro trimestre deste ano.

O orçamento anual para Tecnologia da Informação da Dennen Steel, que é de 500 mil dólares, irá dar sustentação a um novo sistema financeiro, mas a empresa desistiu dos seus planos de pagar uma consultoria para personalizar esse sistema. Algumas iniciativas com base na internet também foram interrompidas. Um projeto para possibilitar que os funcionários utilizassem dispositivos sem fio na fábrica, a fim de captar informações sobre recebimento e controlar o movimento de produtos parece ser plausível, porque promete um retorno rápido e positivo.

O maior número de orçamentos reduzidos é comum, de acordo com o instituto de pesquisas Meta Group, que faz estudos com 2,2 mil empresas em todo mundo. Essas companhias estão relatando um crescimento geral dos gastos com Tecnologia da Informação em torno de 10%, mas isso está 20% abaixo do registrado no ano passado - o primeiro declínio ocorrido desde 1993. O aumento contínuo de gastos em tecnologia começou a se modificar quando as empresas pontocom passaram a ter problemas, no último trimestre de 2000, e agora.

Sendo uma companhia privada fornecedora de sistemas de iluminação e controle, cujos clientes incluem espetáculos da Broadway e parques temáticos da Disney, a Electronic Theatre Controls continua com o desenvolvimento global do software de CRM (gerenciamento de relações com clientes) denominado Manufacturing Knowledge, da Computer Associates. Ela também está implementando um sistema de comércio eletrônico que permite aos distribuidores fazer pedidos online. Mas o "congelamento" do orçamento pode forçar a companhia a limitar projetos futuros, como iniciativas de business e consultoria externa.

Historicamente, muitas empresas têm dedicado uma grande porcentagem de seus rendimentos ao setor de Tecnologia da Informação. A indústria de telecomunicações, por exemplo, tem gasto em torno de 18% de seu rendimento em tecnologia. As empresas de operações bancárias e corretagem também estão diminuindo percentagens que anteriormente representavam 10% dos rendimentos. O setor de vendas no varejo, por outro lado, que tem dedicado apenas 3% ou menos de seus rendimentos em tecnologia, está realizando menos cortes.

A Tecnologia da Informação é um elemento crucial no crescimento e reposicionamento da companhia, e esse dinheiro já está devidamente provisionado

De alguma forma, a área de tecnologia da informação pode ser uma vítima de seu próprio sucesso. As empresas estão respondendo à diminuição de rendimentos mais rapidamente do que no passado, por causa da previsão feita pela cadeia de fornecimento. Quando a situação econômica fica instável, o ambiente psicológico faz com que as pessoas sejam mais cuidadosas quanto aos gastos- diminuindo ainda mais a demanda e agilizando o tempo necessário para que essa instabilidade afete toda a economia.

Os diretores de Tecnologia da Informação devem garantir projetos de Tecnologia da Informação que proporcionem o retorno esperado fortalecendo o apoio de toda a companhia e sendo dinâmico ao forçar um exame dos projetos que provavelmente não terão sucesso,

Se você implementar a automação da equipe de vendas, mas não mudar as metas de produtividade dessa equipe, o projeto irá falhar economicamente.

 

BIBLIOGRAFIA

PADOVEZE, Clóvis Luís. Sistemas de Informações Contábeis: Fundamentos e Análise. São

Paulo: Atlas, 1998. 264p.

 

PADOVEZE, Clóvis Luís. Contabilidade Gerencial: Um enfoque em sistema de informação

Contábil. 2º Edição. São Paulo: Atlas, 1997. 414p.

 

IGNÁCIO, Paulo Sérgio de Arruda. Sistema de Informações Contábeis. Faculdade de

Ciências Administrativas e Contábeis Santa Lúcia. Mogi Mirim. 2000. 44p

 

NEVES, Silverio das, VICECONTI Paulo E. V. Curso Moderno de Contabilidade

Lisa S.A.. 1º Edição. São Paulo:1995. 691p.

 

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